14 de nov. de 2009

Quebra-cabeças



Eu tenho medo do seu medo de entrega
E tenho pavor do meu medo de me ferir
Sinto necessidade de ter as velhas prioridades
que um dia perdi
tenho pavor dos seus escudos,
que ativou o meu escudo
e que transformou os nossos dias
em noites frias e intermináveis
Eu tenho cisma de todos aqueles segredos,
fúteis que sempre me esconde
e fico frustrada quando os descubro
Sinto revolta por não estar a sua volta
expulsando cada pequeno medo
para enfraquecer todos os seus pavores
e aquecer seu coração com um olhar terno
roubando vários sorrisos
e fazer dos meus braços a sua morada
a extensão dos seus braços
colocaria minha vida em suas mãos
e em troca te daria amor,
pois sei que se você não encontrar em mim
aquilo que lhe completa,
é porque esteve o tempo todo dentro de você.

5 de nov. de 2009

O poema da Madá






Madá está preocupada
Esqueceu as crianças na sala
Corre Madá, corre
Corre e procure um caminho
para iluminar o teu ser
encontre um caminho
para acabar com a inquietude dos seus dias
Procure um bom remédio
para acabar de vez com suas dores e feridas,
mas não corra muito!
Você pode tropeçar
Cair
Se ferir mais
Descanse um pouco,
tome muita água,
recupere seu fôlego,
pois você ainda tem muito o que caminhar
Só não descanse muito!
Você vai perder muito tempo se
tiver preguiça de viver
Ande Madá, não fique parada
Ande, porque há muito caminho
E para cada caminho
um tipo diferente de espinho
E não tente se desviar de todos
É sempre bom se ferir em algum
para adquirir resistência para os próximos
Só não deixe escapar do seu objetivo principal
Você esqueceu as crianças na sala!